Os sintomas iniciais da HAP (tais como dispnéia, vertigem e fadiga) são freqüentemente leves e são comuns a várias outras condições. Em repouso, freqüentemente não há sintomas e sinais aparentes da doença. Como resultado, o diagnóstico pode ser atrasado por meses ou mesmo anos, o que significa que a HAP freqüentemente não é reconhecida até que a doença esteja relativamente avançada.1 A HAP é freqüentemente diagnosticada apenas depois que outras doenças tenham sido investigadas e excluídas, influenciando negativamente o prognóstico da doença.
A natureza não-específica dos sintomas associados com a HAP indica que o diagnóstico não pode ser feito apenas com base nos sintomas. Uma série de investigações é necessária para se fazer um diagnóstico inicial, para refinar o diagnóstico em termos de classificação clínica da hipertensão pulmonar (por favor, clique aqui para classificação da hipertensão pulmonar) e para avaliar o grau de deterioração funcional e hemodinâmica (Figura 2). Conseqüentemente, pode ser útil adotar uma abordagem de quatro estágios:
Figura 2.
Figura 3. Ecocardiografia com Doppler Transtorácico (EDT) é um teste não invasivo para rastreamento da hipertensão pulmonar. A EDT é capaz de estimar a pressão sistólica arterial pulmonar, que é equivalente à pressão sistólica do ventrículo direito na ausência de obstrução do fluxo pulmonar, e pode fornecer informações adicionais sobre a causa e as conseqüências da HP, incluindo dimensões e função dos ventrículos direito e esquerdo, anormalidades da válvula cardíaca, ejeção ventricular direita e características do enchimento ventricular esquerdo, e presença de uma efusão pericárdica. Na investigação inicial de pacientes com HAP é importante obter imagens adequadas do coração direito. A pressão arterial pulmonar pode ser estimada a partir do jato de regurgitação da tricúspide (RT) (Figura 4).
Figura 4. O cateterismo do coração direito é necessário para um diagnóstico definitivo de HAP (Figuras 5 e 6)1,2, para avaliar a gravidade da deterioração hemodinâmica e para testar a vasoreatividade da circulação pulmonar. Os parâmetros que se seguem devem sempre ser avaliados: pressão do átrio direito (PAD), pressão arterial pulmonar (PAP [sistólica, diastólica e média]), pressão em cunha capilar pulmonar (PCCP), débito/índice cardíaco, resistência vascular pulmonar (RVP) e sistêmica, pressão arterial e saturação de oxigênio venoso misto e arterial.
A HAP é definida como uma elevação sustentada da pressão arterial pulmonar média > 25 mmHg em repouso ou > 30 mmHg durante o exercício, com uma pressão em cunha pulmonar ou pressão diastólica final do ventrículo esquerdo < 15 mmHg e resistência vascular pulmonar de = 3 unidades Woods.1 Uma resposta vasoreativa positiva é definida como uma redução na pressão arterial pulmonar média (PAPm) = 10 mmHg para atingir um valor absoluto de PAPm =40 mmHg com um débito cardíaco aumentado ou inalterado. Uma resposta positiva está presente em apenas 10 a 15% dos pacientes, e a resposta sustentada está presente em número ainda menor (menos de 7%).3
Figura 5.
Figura 6. Em pacientes com HAP, o TC6m para avaliar a capacidade de exercício é um reflexo das atividades da vida diária4; a distância que um paciente com HAP pode andar em 6 minutos é um resultado crítico em estudos que avaliam o benefício de opções terapêuticas diferentes.
Para permitir comparações significativas, é importante que o TC6m seja realizado sob supervisão, de acordo com um protocolo padronizado.5
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